Jô Soares morre aos 84 anos em São Paulo

Jô Soares morre aos 84 anos em São Paulo

O apresentador, humorista, ator e escritor Jô Soares, morreu na madrugada de hoje (05), aos 84 anos em São Paulo. Ele estava internado no hospital Sírio Libanês desde o dia 28 de julho. A causa da morte ainda não foi divulgada pela instituição. De acordo com Flávia Pedras, ex-esposa do artista, o funeral será fechado, exclusivamente para a família e amigos próximos.

Considerado um dos maiores humoristas do Brasil, Jô Soares ficou conhecido principalmente pelo talk-show “Programa do Jô”, que foi finalizado em 2016, após 17 anos de exibição na Rede Globo. Mas esse não foi o único marco na carreira de Jô, que também trabalhou em diversos programas de outras emissoras, escreveu livros, roteiros, colunas para jornais e revistas, dirigiu filmes e atuou em 22 longas.

Jô Soares nasceu no Rio de Janeiro, em 1938. Ele começou no mundo do entretenimento aos 12 anos, estrelando peças teatrais, mas de acordo com o próprio artista, a televisão era o seu lugar. A estreia na TV aconteceu em 1958, onde ele trabalhou por décadas. Nas redes sociais, diversos famosos prestaram homenagens à memória de Jô, entre eles, Ana Maria Braga, Pelé, Tatá Werneck e Toquinho. Os clubes de futebol Botafogo, Corinthians e Fluminense e o presidente do Brasil Jair Bolsonaro também prestaram condolências.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, decretou luto oficial por três dias em todo o estado pela morte de Jô Soares. “Perdemos hoje um dos mais brilhantes humoristas. Inteligente, requintado e autêntico, Jô Soares jamais será esquecido. Meus sinceros sentimentos à família desta grande personalidade que se destacava em tudo o que fazia”, disse, em nota.

Sobre o ex-marido, Flávia escreveu: “Você é orgulho para todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você. Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem. Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes que você achava uma sorte eu não lembrar pra ver de novo e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo. Obrigada para sempre, pelas alegrias e também pelos sofrimentos que nos causamos. Até esses nos fizeram mais e melhores”.

 

Texto: Victor Ferreira

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