Metade dos bebês que precisam de cirurgias cardiopáticas não é atendida

Metade dos bebês que precisam de cirurgias cardiopáticas não é atendida

Segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), não há atendimento para ao menos metade dos recém-nascidos que precisam de cirurgias de correção cardiopática no Brasil. Para a entidade, é possível que o percentual ainda tenha sido elevado para 70% durante o período de pandemia da covid-19. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que cerca de 130 milhões de crianças em todo o mundo possuem algum tipo de cardiopatia congênita.

No Brasil, a estimativa é de 10 casos a cada mil nascidos vivos, ou de uma criança com malformação cardiovascular a cada 100 nascimentos, conforme dados do Ministério da Saúde. O site da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que esse total é equivalente a cerca de 30 mil crianças com cardiopatia congênita por ano, das quais 6% morrem antes de completar 1 ano.

De acordo com a organização não governamental (ONG) Pro Criança Cardíaca, é preciso dar atenção aos históricos de cardiopatia em gestações anteriores e à herança genética. Apesar de não haver maneiras de prevenir a doença, é importante manter uma alimentação e hábitos saudáveis, evitar ingerir bebidas alcoólicas e fumar. Após o nascimento, as formas graves da doença podem ser responsáveis por 30% dos óbitos no período neonatal.

Também é importante checar o calendário de vacinação e verificar se é preciso fazer alguma vacina antes de engravidar.  O diagnóstico da cardiopatia é feito ainda com a criança ainda na barriga da mãe. As síndromes genéticas são fatores associados à má formação intracardíaca, como é o caso da Síndrome de Down. A idade materna avançada é outro fator de risco para as cardiopatias congênitas.

 

Texto: Victor Ferreira

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