Projeto do SUS reduz mortalidade materna em 37% dos partos

Projeto do SUS reduz mortalidade materna em 37% dos partos

Um projeto desenvolvido em 19 hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) conseguiu reduzir a mortalidade materna em mais de 30% dos hospitais onde a iniciativa foi realizada. Foram desenvolvidas ações de melhoria nos procedimentos médicos, tendo foco em três dos principais motivos para a morte de gestantes, que são: hipertensão, hemorragia e infecção.

No geral, a ação resultou na queda de 37% da taxa de mortalidade materna, mas, se forem observados apenas os três fatores que causam mais mortes, o índice é ainda maior: de 58%. Nos casos da sepse, que é a infecção generalizada, a queda registrada foi de 73%. Considerando apenas os casos de hemorragia, houve redução de 86%. O projeto é coordenado pelo Hospital Albert Einstein e possui apoio do programa MSD para Mães. 

A iniciativa utiliza uma metodologia chamada ciência da melhoria. Segundo Romulo Negrini, coordenador médico do setor obstétrico do Einstein, uma análise da situação da gestante é feita com base em avaliações de fluxo. Em seguida, são realizados, juntamente da equipe médica, testes em pequenas escalas para ser possível atuar onde houver maior possibilidade de risco, remodelando os processos de acordo com a necessidade de cada paciente.

A fase piloto do Projeto de Redução de Mortalidade Materna foi feita no Hospital Agamenon Magalhães, em Recife. Depois, chegou a 19 hospitais públicos de outros seis estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Pará e Rondônia. A fase atual foi iniciada em agosto de 2021 na Bahia, onde, atualmente, cinco maternidades de Salvador participam.

Dados do Painel de Monitoramento da Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde, apontam que a cada 100 mil nascimentos registrados, 107 mulheres morrem por causas relacionadas à gestação e ao parto. De acordo com Romulo Negrini, é possível reconhecer que 92% das mortes maternas durante o parto são evitáveis.

 

Texto: Victor Ferreira

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