Cinemateca Brasileira reabre as portas com filmes do Zé do Caixão

Cinemateca Brasileira reabre as portas com filmes do Zé do Caixão

A Cinemateca Brasileira reabre as portas hoje (13), em São Paulo, com uma programação dedicada à memória de José Mojica Marins (o Zé do Caixão) e sessões nos dias 13, 14 e 15 de maio. O espaço é responsável pela preservação da produção audiovisual do país e esteve fechado por 16 meses. Durante este período, parte do acervo foi danificado por um incêndio que atingiu um dos galpões da instituição, em 29 de julho de 2021.

Com a reabertura, a Cinemateca promove homenagens. Desde a última quinta-feira (12), a sala de projeção, inaugurada em 1997 com o patrocínio da Petrobras, passou a se chamar Sala Oscarito. A sala que estreou com patrocínio do BNDES, em 2007, é agora a Sala Grande Otelo. Já a sala de reunião do Conselho da Cinemateca recebeu o nome da escritora Lygia Fagundes Telles, ex-membro da diretoria.

Nesta sexta, será exibido o média-metragem inédito A Praga (1980), dirigido pelo Zé do Caixão, restaurado e finalizado pelo produtor Eugenio Puppo, que encontrou as latas do filme perdidas no escritório do cineasta, quando organizava, em 2007, uma retrospectiva do mestre do terror. A filmografia de José Mojica foi restaurada sob a coordenação de Paulo Sacramento, parceiro da instituição.

E nos dias 25 a 28 de maio, a Cinemateca Brasileira volta a expor a Semana & Prêmio ABC 2022, cerimônia anual promovida desde 2002, que conta com a participação de estudantes e trabalhadores do audiovisual do Brasil e do exterior. Este ano, a programação volta a ser presencial, e traz, além de diversas mesas de debates, o retorno da Exposição de Equipamentos e Serviços. O encerramento acontece no dia 28 de maio, com a entrega do Prêmio ABC aos profissionais de filmes realizados entre maio e dezembro de 2021.

 

Texto: Victor Ferreira

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