Procon indica aumento nos preços dos Ovos de Páscoa deste ano

Procon indica aumento nos preços dos Ovos de Páscoa deste ano

Uma pesquisa realizada pelo Procon do Rio de Janeiro mostra que os ovos de Páscoa estão mais caros e com grandes diferenças de preço este ano. O levantamento foi feito na última semana, e verificou os preços de 731 produtos, em 44 estabelecimentos, além de sites da internet. Foi identificada uma variação de valores de até 50% de um mesmo produto em diferentes pontos comerciais.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoins e Balas, o preço é impactado por diferentes fatores, como os reajustes do açúcar, do leite e do cacau, além da variação do dólar, contratações e impostos. De acordo com a associação dos fabricantes, os ovos de Páscoa são produtos que exigem uma produção mais complexa, com custos de embalagem, armazenamento e logística diferenciados.

Ainda assim, uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) revela que os itens mais procurados da ceia de Páscoa tiveram aumento de 3,93% nos últimos doze meses, total abaixo da média de inflação acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mercado (IPC-M) da FGV. O resultado apurado indica queda de preços em relação a 2021, quando a cesta cresceu 25,36%. 

Segundo o Instituto, diversos problemas afetaram a produção no ano passado, tais como a desvalorização de taxas de câmbio, a seca generalizada e questões climáticas em geral. Em 2022, os hortifrutigranjeiros dominaram a inflação. Entre as mercadorias que mais tiveram acréscimo de valor está a couve (aumento de 21,50%), batata-inglesa (18,43%), sardinha em conserva (16,44%), azeite (15,63%), azeitona em conserva (14,38%) e o bacalhau (11,50%).

O Ibre adverte que o consumidor deve ficar atento em relação aos preços estipulados nesta semana da Páscoa. Além do aumento de 8,33% registrado do pescado fresco e 9,89% dos ovos, os itens tradicionais podem subir ainda mais, devido à pressão sazonal da demanda às vésperas da Semana Santa. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, as maiores altas foram observadas em bolos e também no azeite de oliva (15,1% e 12,6%, respectivamente).

 

Texto: Victor Ferreira

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